Sou um chorão assumido, choro em casamentos, velórios, filmes ou quando ouço um discurso bem narrado.
E quando preciso esvaziar os olhos, assisto algum drama, minha categoria favorita em se tratando de filmes.
Quando ouvi falar de um filme chamado Orações para Bobby (Prayers For Bobby, 2009), aliás, por um grande amigo de coração, a história me interessou, mas ao passar do tempo caiu no esquecimento e não me recordava mais do título da obra para procurá-la.
Até que um belo dia, naquelas buscas da internet que te levam para o além, literalmente, você encontra achados na história da humanidade que foram completamente esquecidos. Num desses achados encontrava-se uma sinopse do filme. No mesmo instante fiz o download do filme completo (Sei que é ilegal, mas a praticidade fala muito mais alto nessas ocasiões) e após a conversão do vídeo, assisti.
Se eu me derramei em lágrimas?! ÓBVIO.
A história é tão envolvente, dramática, triste e melancólica que se você não tiver um bom preparo psicológico se atira na frente de um veículo em movimento com certeza! (Exagerei).
Um resumo muito rápido: Bobby é um jovem de família muito cristã (Não consegui distinguir a religião correta), que quando assume a sua família ser homossexual, sua mãe (maluca) tenta “curá-lo” de todas as formas, com oração, psiquiatra, enfim, de todas as formas que ela acredita ser possível. Depois de muita história... Bobby suicida-se devido à pressão de sua suposta cura. Esse não é o final! Depois há uma história ainda mais improvável com sua família, em especial sua mãe que tanto o condenou. Claro que não contarei para deixar quem não assistiu com vontade.
Em meio as minhas inúmeras lágrimas eu pensava nada mudou! Absolutamente nada! A sociedade (Gosto sempre de frisar, as sociedade inclui eu e você e todo mundo ao nosso redor) continua doente, completamente doente. Tentando achar cura a supostas doenças que ela mesma cria em nossas mentes.
O que é correto? Como Mary (Mãe de Bobby) questionava sua verdade irrefutável, aos olhas de Deus somos TODOS IGUAIS. E quem em sua extrema insanidade disse o contrário? Quem inventou que Deus ama mais um do que outro? Ele não é Pai? Como um Pai pode preferir um filho a outro? São coisas que nunca vão me entrar na cabeça! Ou eu sou muito burro ou tenho razão...
Uma das frases mais marcantes do filme em minha opinião, é quando próximo ao fim do filme, a mãe de Bobby diz “Antes de dizer amém a qualquer verdade, lembre-se que há uma criança ouvindo isso”.
De certa forma todo esse texto é um desabafo, uma forma escrita de demonstrar que estamos num mundo estagnado, que precisa urgentemente de mudanças, isso em todos os sentidos. E com a sua ajuda, esse será um mundo diferente, se quisermos, num futuro muito próximo!
AMÉM

Tiago, cresci numa família cristã, meu avô, era ministro da eucaristia, e íamos a missa todosos domingos. Apesar da religião ser uma constante na nossa família, o preconceito nunca foi. Nossa primeira empregada era negra, e foi criada como filha, meu avô a levou ao altar e pagou a festa do seu casamento. O irmão do meu pai era gay, infelizmente Deus o levou cedo demais, ele era iluminado, alegre, extremamente bondoso e todos nós o amávamos demais. Lembro dos Natais na casa dele com seus amigos, também gays, e eram muito divertidos. O preconceito é como um câncer, come a gente por dentro. Destrói as pessoas, uma família, e até uma comunidade. Em resumo, somos todos iguais, independente de credo, cor, ou orientação sexual. Beijos
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